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Bia Figueiredo pronta para o desafio de Long Beach

17.04.2011 - Neste domingo, Ana Beatriz Figueiredo, pilota do carro 24 da Ipiranga Dreyer & Reinbold Racing, largará da 26a posição para 85 voltas pelos 3.168 metros do circuito de rua do Toyota Grand Prix of  Long Beach, na Califórnia. Será a sexta corrida da brasileira na Fórmula Indy, a segunda desta sua temporada de estreia no campeonato integral, a terceira em circuito misto.

O penúltimo posto do grid que ela ocupará em Long Beach é a pior posição de largada de Bia Figueiredo na Indy. Mas não é só. A pilota corre com a mão direita - que fraturou há três semanas, em Saint Petersburg - ainda em fase de recuperação cirúrgica, protegida por um bracelete de fibra de carbono que impossibilita o pleno contato com o volante e comprometeu sua performance nos treinos. E sabe que ao fim da prova sairá do carro com dor, similar à da fratura, já a advertiu Tony Kanaan.

Será a primeira vez que Bia corre com um osso em calcificação após fratura e cirurgia para inserção de pino. Mas ela já correu duas vezes com um osso quebrado. Na primeira etapa de 2011, em St. Pete, em que fez 93 voltas de quase três quilômetros com o osso escafóide fraturado, o que só descobriu ao fim da prova, e de kart com o rádio, osso do punho, quebrado no treino da final do Campeonato Paulista de 2001.

“Acabei a corrida em quarto lugar e fiquei em terceiro no campeonato. Doeu bastante. Mas um kart pesa uns 20 kg e um Indy car pesa 770 kg”, compara a pilota da Ipiranga Racing. “Nos treinos aqui em Long Beach, só tive dor na mão ao passar nas zebras e nos bumps da pista. Na classificação, como eram poucas voltas, pude ser mais agressiva, pois isso é muito importante em Long Beach. Já a corrida é bem longa, deve ser diferente, mas eu estou preparada.”

No terceiro treino livre, Bia passou dois jogos de pneus pretos, mais duros, e trabalhou em mudanças no acerto do carro para a classificação, que fez com pneus vermelhos. No sábado, ela e a equipe trabalharam para melhorar o bracelete protetor, que restringiu muito os movimentos de sua mão direita nos treinos da sexta-feira.

E também trabalharam no acerto do carro, para deixá-la mais confortável na pilotagem. Há possibilidade de o protetor - utilizado para evitar abalos no osso em calcificação caso haja eventuais toques com outros carros - se soltar do braço dela durante a prova. Por isso, a equipe terá braceletes de reserva no pit. 

“Minha mão fica limitada com o protetor. Em algumas curvas, seguro o volante só com a mão esquerda. Isso é complicado. Fomos recortando mais o bracelete, para ampliar ao máximo a área de contato da minha mão com o volante. Conseguimos melhorar 1,2 segundo. Para ser rápido em Long Beach, tem que manter as duas mãos no volante, segurando com força, isso conta muito na pilotagem agressiva característica desse circuito”, ela explica.

Na corrida, a estratégia de Bia será cautelosa, visando evitar acidentes e se beneficiar dos acidentes alheios para ganhar posições. “Nós vamos começar com pneus pretos, até porque no início da prova vou estar presa no tráfego, com os carros andando embolados. Do meio para o fim, o ritmo da corrida deve ser mais forte, e aí vamos andar com pneus vermelhos”, conta a pilota.

Correndo na categoria de estreantes da Indy, pois em 2010 fez apenas quatro provas, Bia disputa o título de Rookie of the Year, considerado muito importante nos Estados Unidos. No momento, está em desvantagem, por ter perdido uma das duas etapas já disputadas, em função da fratura da mão. Mas tem impressionado o círculo da Indy e o meio do automobilismo com suas demonstrações de superação de limites.

“Estou vivendo a chance da minha vida. Eu sempre quis estar aqui no topo, correndo na Fórmula Indy. Ter a oportunidade disputar o campeonato inteiro e ter tido que não correr no Alabama me deixou muito chateada. E eu não poderia ficar fora de Long Beach. Se não tem risco para a minha saúde, quero aproveitar o tempo todo para aprender mais, melhorar como piloto. De qualquer jeito, vou sair desta corrida mais experiente, mais autoconfiante e com mais alguns pontos no campeonato”, conclui Ana Beatriz Figueiredo, cujo objetivo é completar a prova, que será disputada a partir das 17h30 de hoje.

Grid de largada – 3a etapa, Fórmula Indy 2011

1°. Will Power (AUS/Penske), 1min09s0649
2°. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti Autosport), 1min09s1409
3°. Mike Conway (ING/Andretti Autosport), 1min09s6414
4°. Oriol Servia (ESP/Newman-Haas), 1min09s6828
5°. Justin Wilson (ING/Dreyer & Reinbold), 1min09s8097
6°. Helio Castro Neves (BRA/Penske), 1miin09s8423
7°. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi), 1min09s6037
8°. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi), 1min09s6385
9°. Alex Tagliani (CAN/Sam Schmidt), 1min09s6497
10°. Tony Kanaan (BRA/KV), 1min09s7352
11°. James Jakes (ING/Dale Coyne), 1min09s8122
12°. Ryan Briscoe (AUS/Penske), 1min09s8243
13°. Vítor Meira (BRA/AJ Foyt), 1min10s1010
14°. Marco Andretti (EUA/Andretti Autosport), 1min09s9400
15°. Sebastian Saavedra (COL/Conquest), 1min10s1146
16°. Graham Rahal (EUA/Ganassi), 1min10s5883
17°. Ernesto Viso (VEN/KV), 1min10s1465
18°. Simona de Silvestro (SUI/HVM), 1min10s6407
19°. Raphael Matos (BRA/AFS), 1min10s3477
20°. Danica Patrick (EUA/Andretti Autosport), 1min10s7836
21°. Sébastien Bourdais (FRA/Dale Coyne), 1min10s8050
22°. Takuma Sato (JAP/KV), 1min10s8197
23°. James Jakes (ING/Dale Coyne), 1min10s8592
24°. Charlie Kimball (EUA/Ganassi), 1min10s8672
25°. Paul Tracy (CAN/Dragon), 1min11s0249
26°. Ana Beatriz (BRA/Ipiranga Dreyer & Reinbold), 1min11s0341
27°. J. R. Hildebrand (EUA/Panther), 1min11s4916

FOTOS

1 a 12 - Bia Figueiredo e Chris Houg, seu mecânico-chefe, na garagem da Ipiranga Dreyer & Reinbold Racing em Long Beach - crédito: Elizabeth Cannon / DRR

13 e 14 - Bia Figueiredo se prepara para ir à pista em Long Beach - crédito: Chris Jones / IndyCar

Bia Figueiredo
Única brasileira em uma categoria top do automobilismo internacional e única brasileira a correr nas 500 Milhas de Indianápolis, Bia Figueiredo é a única mulher a vencer na Fórmula Renault, três vezes, em 2005; a primeira mulher a vencer na Indy Lights, duas vezes, em 2008 e 2009; e a única mulher a competir e vencer no Desafio das Estrelas, torneio de kart organizado por Felipe Massa, em 2010. Depois de disputar quatro corridas da Indy no ano passado, nesta temporada ela disputará todo o campeonato da categoria.


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Estela Craveiro
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